Restam apenas três saídas que podem viabilizar a permanência de Natal como sede da Copa em 2014: a dispensa de licitação e contratação imediata de uma construtora, a abertura de um novo processo licitatório ou a absorção total, pelo Governo Estadual, dos custos das obras do novo estádio. Porém, conforme informou o secretário extraordinário para assuntos relacionados à Copa 2014 em Natal, Fernando Fernandes, o Estado não têm condições de arcar sozinho com a construção da Arena, o que diminui para duas as saídas apresentadas. Com isso, o tempo se tornou um inimigo do Comitê Organizador Local (COL) e a realização da Copa em Natal, uma icógnita.
“Uma desagradável surpresa”. Dessa forma, Fernando Fernandes, descreveu a ausência das empresas de construção civil interessadas em erguer o estádio Arena das Dunas, orçado em R$ 400 milhões. Nenhuma das cinco empresas que se inscreveram e depositaram mais de R$ 4 milhões na conta do Comitê Organizador Local (COL), como garantia de interesse na licitação, compareceu a Secretaria Estadual de Turismo (Setur) na manhã de ontem, onde seriam abertos os envelopes com as propostas de cada uma.
A abertura dos envelopes estava marcada para às 10h e foi postergada por 15 minutos, diante da ausência dos representantes das empreiteiras na hora determinada. Porém, não adiantou protelar e a deserção dos concorrentes foi anunciada pelo presidente da comissão de licitação, Marcelo Lucas da Silva, por volta das 10h45min. “Nos reuniremos com o COL para discutirmos o que será feito a partir de agora”. Com a ausência das empresas, o procedimento licitatório terá que ser refeito. No mínimo, mais 45 dias serão necessários para a re-publicação do edital. Ou seja, o processo é zerado, como se não tivesse acontecido antes.
Apesar da iminente exclusão da capital potiguar do rol de sedes do campeonato, Fernando Fernandes garante que ainda é cedo para avaliações. “Se fosse uma obra pública, o Estado, diante da deserção do processo, poderia contratar qualquer empresa. Optamos por uma PPP (Parceria Público-Privada) e existem investimentos privados. É necessário uma revisão técnica e política para buscarmos uma saída breve”.

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