Um dia nacional sem tributos, no qual o valor do preço cobrado pela gasolina custará menos da metade do preço atual. O anúncio foi feito pelo assessor jurídico do Sindpostos RN, Eduardo Rocha, na Audiência Pública sobre o preço dos combustíveis em Natal. Ele disse que nesse dia de combustível sem tributos, com data ainda a ser definida, os consumidores vão saber quanto realmente custa o preço na bomba, sem os diversos tributos que incidem sobre o preço final.
O assessor afirmou que em cada litro de gasolina, R$ 0,71 centavos ficam com o estado. “O empresário aparece como culpado, mas ele é um mero repassador de preços”, argumentou. Júnior Rocha, presidente do mesmo sindicato, disse que os empresários têm hoje uma margem pequena de lucro devido à grande quantidade de impostos.
Eduardo Rocha disse que o movimento pela baixa nos preços é legítimo e terá o respeito dos empresários, desde que conduzido de forma pacífica. Ele citou diversos países como exemplo de baixa carga tributária e, em conseqüência, combustíveis mais baratos também.
Uma nova reunião para que se volte a discutir o aumento dos combustíveis em Natal já está agendada para a próxima segunda-feira, às 14h30, na sede do Procon estadual. Essa foi uma das principais deliberações da Audiência Pública promovida na manhã desta quarta-feira, pelo deputado Fernando Mineiro (PT), na Assembleia Legislativa. Além da Defesa do Consumidor, estarão presentes representantes do Sindipostos, do Ministério Público, do governo e dos consumidores, através do movimento Combustível Mais Barato Já, desencadeado em Natal através das redes sociais Orkut e Twitter.
“Combustível mais barato sempre”. Essa tecla foi repetida diversas vezes por parte dos representantes dos consumidores que expressaram sua opinião no debate. O vereador Júlio Protásio, que também apóia o movimento, cobrou das distribuidoras uma justificativa do porquê de Natal receber um combustível mais poluente e mais caro. “Se a gente não tiver um consenso, vamos continuar na rua, fiscalizando e advertindo a população”, disse. O vereador reforçou a necessidade da reunião: “Precisamos encontrar uma saída para a crise”, disse.
A jornalista Nelly Carlos, presidente do Sindicato dos Jornalistas do RN (Sindjorn), que também apóia o movimento, disse que os consumidores têm que se fortalecer e fazer um grande movimento para ver se o preço da gasolina baixa “Isso é um furto, não podemos permitir. Queremos fazer uma campanha com as pessoas nas ruas e parar a cidade para que tenhamos uma gasolina justa e barata”, disse.
Roni Robson, estudante que administra a comunidade do Orkut com quase 10 mil integrantes, disse que após as intensas campanhas, os preços começaram a baixar em alguns postos da cidade. “Esse aumento é abusivo e nosso movimento já está surtindo efeito”, disse. Nas considerações finais, Araken Farias sugeriu que os postos considerem a alternativa de dar um desconto aos consumidores que optarem pelo pagamento à vista.
Nenhum comentário:
Postar um comentário