terça-feira, 11 de outubro de 2011

Vinte e cinco presos da Mário Negócio iniciaram motim e atearam fogo em colchonetes

Um rebelião foi estourada no Presídio Agrícola Mário Negócio, em Mossoró. A ação de 25 presos do regime fechado da ala "A" do pavilhão 1 atearam fogo em colchonetes e roupas. O Corpo de Bombeiros foi chamado para debelar as chamas. De acordo com o vice-diretor da unidade, José Wilson, o início do descontentamento dos detentos teria sido por causa do atraso no almoço. O gás havia acabado e por volta das 7h a direção solicitou a reposição, o que veio ocorrer somente às 10h. Eram 13h15 quando os presos resolveram se mobilizar. "Na verdade, essa movimentação deles já vinha acontecendo e eles queriam somente uma desculpa para fazer isso", avaliou Wilson. No local, dois agentes penitenciários estavam de serviço cumprindo a presença de 30% do contigente de servidores carcerários.

No total, 458 presos estão na unidade agrícola, dos quais 260 são do regime fechado os demais do semi-aberto.  No pavilhão 1 da Mário Negócio estão dispostos 50 presos, no 2 mais 50 detentos e no terceiro pavilhão mais 160. Sobre possibilidade de transferência, o vice-diretor disse que ainda faria comunicado com o secretário Thiago Cortez e com o coordenador de Administração Penitenciária, José Olímpio, para que orientações sejam dadas. No entanto, ele acredita que será difícil retirar os presos de lá uma vez que as outras unidades se apresentam superlotadas. Quanto a identidade dos líderes do motim, o representante da direção do estabelecimento prisional disse ainda não ter feito uma vez que a prioridade no momento era debelar as chamas.

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